Agustín Irusta

Nome verdadeiro: Irusta, Agustín Cipriano
Cantor, actor, compositor y letrista
(28 agosto 1903 - 25 abril 1987)
Local de nascimento:
Rosario (Santa Fe) Argentina
Por
Orlando del Greco

eus inícios aconteceram na sua cidade natal, com o pai de Libertad Lamarque, porém em forma rudimentar. Quando chegou o momento de prestar o serviço militar é levado a Santiago del Estero e no regimento dessa cidade, encontra-se com o grande Andrés Chazarreta como mestre dos soldados analfabetos, sendo também seu professor de canto e violão.

Aplicou tudo aquilo que aprendeu com Chazarreta em sua vida artística, formando alguns conjuntos até terminar em um trio com Alfredo Eusebio Gobbi e Roberto Fugazot, já na Capital Federal, logo mais passam a ser o duo Irusta-Fugazot e atuam, entre muitos locais, no Teatro Nacional e gravam em discos Victor por 1926. (Seria injusto esquecer-se de seu primeiro colega de duo: Francisco Graciadío).

Esteve depois com Francisco Canaro, com quem viaja à Europa em 1927, formando aquele que seria o mundialmente famoso trio Irusta-Fugazot-Demare, que estreou no fim desse ano na Espanha e percorreria parte do velho mundo e América, em várias turnês de enorme sucesso.

No cinema estreou na Espanha, nos filmes Boliche e Ave sin rumbo junto com seus companheiros Lucio Demare, Roberto Fugazot e Rafael Iriarte, nas quais teve suas primeiras experiências no cinema Lucas Demare, o irmão de Lucio.

O primeiro filme argentino no qual participou foi Ya tiene comisario el pueblo, ano 1936, junto com Paquito Bustos, Aída Sportelli, Fugazot e outros. Na época de ouro da sétima arte argentina atuou em muitos filmes, em papéis principais junto a nossos melhores artistas: Puerta cerrada, Cantando llegó el amor, El matrero, Fortín Alto, Nobleza gaucha, Yo conocí a esa mujer, Tres hombres del río, Buenos Aires a la vista, El pecado de Julia.

Também fez cinema no México, e na Espanha outra vez: La otra, La guitarra de Gardel, Bajo el puente, La hija del payaso, Mujer.

Teve extensa atuação como cantor na América e na Europa, como solista, em duos ou trios, através de muitas emissoras radiais e em salas teatrais.

Também participou no teatro com Francisco Canaro nas comédias musicais La patria del tango e Mal de amores, nos Teatros Buenos Aires e Politeama, anos 1936 e 1937 respectivamente, e El patio de La Morocha com Troilo e Castillo. Anos depois, também participou em programas de televisão.

Foi um bom compositor, arte na qual se iniciou em 1926 com as tonadas “Chilecito” e “Qué importa [c]” que gravou o duo Ruiz-Acuña. Antes de se consolidar como cantor, foi ator com Milagros de la Vega, Carlos Parelli, Enrique Muiño, etc.

Seu amigo Carlos Gardel lhe gravou aquelas que conseguiram atingir maior fama: a valsa “El trovero (Yo te imploro)” que compôs junto com o grande violinista Rafael Tuegols; “Tenemos que abrirnos”, em parceria com outro cantor, Alberto Acuña; “Dandy” com seus parceiros do trio e “Reproche”, com a colaboração de Fugazot.

Numa relação de suas obras podem encontrar-se outras de grande sucesso: “Sorbos amargos”, “Mañanitas de Montmartre”, “Lupe”, “Mi musa campera”, “Escúchame”, “Dónde”, “Cansancio”, “Guitarra [b]”, “Rosario de Santa Fe”, “El boyero”, “Por el camino adelante”, “Soy muchacho de la guardia”, “Dos vidas”, “Mi pálida vecina”, “Yaraví”, “Rodando”, “Esta pena es mía”, “A cara o cruz”, “Distancia”, que além de contar com a colaboração dos anteriormente citados, também foram coautores Nolo López, José González Castillo, Lito Bayardo, Miguel A. Camino, Pedro Polito, Antonio Graciani, Joaquín Dicenta, Alberto Puértolas.

Excelente colega do grande Carlitos viveu com ele na Europa, tanto quanto na Argentina, momentos felizes que recordou sempre em anedotas de humor e sabor citadino: «Lá por 1927, veio a buscar-nos a mim e Fugazot para que fossemos a cantar ao stud de Maschio, numa churrascada em homenagem ao pessoal que cuidava e preparava seu cavalo Lunático. Nos ofereceu 100 bilhetes vencedores se o cavalinho vencia no domingo seguinte, porém não venceu e, por indicação de Maschio, apostamos na égua La Guapa desquitando-nos, em parte, Gardel e nós dois do desgosto anterior.

«A vida nos reuniu em Madrid, meses mais tarde, quando eu atuava com Demare e Fugazot e ele, Carlitos, nas salas do empresário José Campúa. Reuníamo-nos num local de um grupo nativista de lá e ele nos cantava, em voz baixa, suas novas canções; nós também apresentávamos as nossas e ele gostou tanto dos nossos tangos “Dandy” e “Reproche” que lhe pedi que os gravasse, cumprindo o pedido ao chegar a Barcelona.

«Si eu não tivesse ousado fazer esse pedido, talvez esses tangos adormecessem para sempre», dijo.

Irusta nasceu em Rosário (província de Santa Fe) em 28 de agosto de 1903 e morreu em Caracas (Venezuela) em 25 de abril de 1987.