Augusto Berto

Nome verdadeiro: Berto, Augusto Pedro
Pseudônimo: El oso
Bandoneonista, compositor y director
(4 fevereiro 1889 - 29 abril 1953)
Local de nascimento:
Bahía Blanca (Buenos Aires) Argentina
Por
Orlando del Greco

rimeiro estudou violão, violino e bandolim; como violinista estreou num centro cultural do bairro de Villa Crespo, numa orquestra no ano de 1904.

A seguir, liderando trios, quartetos e orquestras com diferentes números de integrantes, começa sua carreira por bailes e cafés, desfilando pelos palcos de La Morocha, Feminista, La Oración, Castilla, Venturita, Europa, El Parque, Central, El Guarany, Petit salón, o cabaré Montmartre, o cabaré L'Abbaye, El Pabellón de las Rosas, salão Il Resorgimento, etc., inaugurou o famoso Café Domínguez e o cassino de Alta Gracia (província de Córdoba).

Participou com sua formação junto com Roberto Casaux no Apolo em 1913; fez com Angelina Pagano uma turnê pelo interior e pelo Brasil em 1925, e em 1926 faz uma turnê pela América com a companhia de Camila Quiroga que terminou em Nova Iorque, onde se afinca o seu violinista Remo Bolognini triunfando rotundamente. Quando passaram pelo México, se impregna da melodia de um sucesso local, “Dónde estás corazón”, que com a autorização do seu autor, Luis Martínez Serrano, faz um arranjo em tango e o traz para Buenos Aires, incorporando-a todos os intérpretes da canção popular a seus respectivos repertórios, inclusive Carlos Gardel que a levou e cantou na Europa.

Anteriormente atuou, em1922, no Rio de Janeiro, participando dos bailes de carnaval nos teatros Nacional, Coliseo e Politeama. Fez rádio tendo ao grande Angelito Vargas um de seus cantores; Alberto Castillo também.

Sua primeira obra foi a valsa “Penas de amor”, de 1905, e depois fez seu clássico tango “La payanca”, e a seguir outro não menos famoso, “Don Esteban”. Também compôs: “Qué dique”, “La biblioteca”, “Flora”, “Queja gaucha”, “De pura yerba”, “Mitad y mitad”, “La oración”, “Recóndita”, “Qué bronca”, “Negrita”, “Fray Mocho”, “La camorra”, “Como me gusta”, “Nació parao”, “Jhenny”, “Matilde”, “Azucena [d]”, “Belén”, “Caballo de bastos”, “Humaitá”, “El periodista”, “No interesa”, “Papá en puerta”, “Temple gaucho”, “De la vida milonguera”, “Cuentos andaluces”, “Angelina”, “El gauchito”, “La cruz del recuerdo”, “Elenita”, “Curupaytí”, “Nunca lo sabrás”, “La telefonista”, “El ternero“”, “Calandria [c]” (vals).

Reclamou como próprio o tango “Ivette”, um dos primeiros tangos que gravou Gardel e que aparece como pertencente a Costa-Roca, que eram os sobrenomes de dois senhores a quem dedicou o tango.

Com Carlos Gardel teve a amizade que tiveram todos os grandes músicos da Guardia Vieja (Velha guarda).

Em sua longa carreira tocou com Francisco Canaro, José Martínez, Peregrino Paulos, Domingo Salerno, Julio Doutry, Luis Teisseire e muitos outros destacados músicos.

Com seus conjuntos orquestrais gravou em discos Atlanta e Victor impondo suas obras, e seu nome perdura no tempo, através daqueles inesquecíveis tangos.

Berto nasceu em Bahía Blanca (província de Buenos Aires), em 4 de fevereiro de 1889, e morreu no bairro de Villa Crespo, na cidade de Buenos Aires, em 29 de abril de 1953.