Eduardo Armani

Nome verdadeiro: Armani, Eduardo
Violinista, compositor y director
(22 agosto 1898 - 13 dezembro 1970)
Local de nascimento:
Buenos Aires Argentina
Por
Orlando del Greco

os quinze anos, em 1913, terminou seu curso de violino no Conservatório Santa Cecília com os professores Hércules Galvani e Cayetano Troiani. Apesar da idade iniciou sua atividade profissional em cinemas e teatros, compartilhando essa tarefa com os músicos mais importantes da época: Raúl Spivak, Juan José Castro, Luis Gianneo, Julio Perceval, Jorge Fanelli, Francisco Amicarelli (pianistas); Astor Bolognini e Remo Bolognini, Bruno Bandini, Miguel Gianneo (violinistas); Ennio Bolognini, José María Castro, Adolfo Morpurgo, Washington Castro, Luis W. Pratesi, Ramón Vilaclara (violoncelistas), etc., etc.

Em meados de 1919 chega a Buenos Aires a famosa bailarina Isadora Duncan e com ela atua como violino solista em seus espetáculos do Teatro Opera e, no ano seguinte, também é designado primeiro violino da célebre Anna Pavlova, no Teatro Coliseo. Esta célebre bailarina russa o contrata para sua turnê americana pelo Uruguai, Brasil, Venezuela e Porto Rico.

Em 1921 dirige no Ópera a orquestra da companhia francesa de revistas de Madame Rasimí, cuja vedete era Mistinguette, por ausência da titular. Essas atuações se repetiram em 1922 com Folies Bergère; em 1923 com Moulin Rouge e em 1924 com Casino, de Paris.

Já no ano de 1922 fez parte da primeira orquestra sinfônica do país, na qual participou até 1929, e em 1923 no quarteto argentino de música de câmara dirigido por León Fontova.

Começou suas apresentações radiais em 1925 com música séria pelas emissoras Cultura, Fénix, Municipal, etc.

Tocou sob a direção de famosos maestros como Ernesto Ansermet e Arturo Rubinstein no Odeón e viajou para o Chile e Uruguai com a companhia lírica do Teatro Colón.

Iniciou-se tocando jazz em 1919 e não o abandonou até 40 anos mais tarde, alternando com a clássica, depois de se apresentar em rádios, teatros, bailes, concertos de jazz e num filme: Así es el tango.

Nesse perambular com a música compôs tangos, a maioria deles inéditos, porém gravados em discos pelas melhores orquestras: “Pompón”, “Caperucita”, “Inquietud”, “Pucherito”, “Oh corazón”, “Un caprichito”, “Bajo el disfraz”, “Victoria [c]”, “Brasil”, “Besos [c]”, “Soltero”, “Migaja”, “Mi última noche”, “No te olvidarás” e, entre outros, o titulado “Normiña” que foi gravado por Carlos Gardel.

Entrevistado para este trabalho e, sobre a citada gravação, declarou: «Conhecia Gardel há tempos, e nas tarefas do mundo artísitco fomos tornando-nos amigos, usualmente jantávamos no La Terraza, de Corrientes e Paraná. Estávamos uma noite jantando Carlitos, Juan Carlos Bazán e eu, quando Gardel, que gostava muito de conversar sobre tango, começou a falar sobre o último concurso de Max Glücksmann. —«Eduardo, que lindo tango você apresentou, pena que deu azar... Por quê você não me dá a partitura e a letra e eu o gravo». —«Qual letra?» Respondi. «Se não tem!» — «Não tem letra?», perguntou Gardel, «Então me entregue a partitura e eu resolvo». Essa mesma noite começou a busca de alguém para que escrevesse a letra e encontrou-se com Francisco Capone que era porteiro do cabaré Ta-Ba-Rís e que já tinha escrito outras. Por ideia de Carlitos é que “Normiña” teve uma letra, tango que compus dois anos antes, no Brasil, por pedido, e nunca foi editado».

Eduardo Armani nasceu em Buenos Aires em 22 de agosto de 1898 e morre nessa mesma cidade, em 13 de dezembro de 1970.