Pedro Garay

Nome verdadeiro: Garay, Pedro
Cantor y payador
(20 abril 1881 - 12 julho 1950)
Local de nascimento:
Mercedes (Buenos Aires) Argentina
Por
Orlando del Greco

om dezesseis anos começou a cantar com amigos da sua idade. O serviço militar o levou até Mendoza, lá por 1900, e ali se afincou dando impulso ao canto e ao violão.

É considerado o criador do canto em duo no cancioneiro argentino, sendo secundado nesta modalidade por seu irmão Juan Garay e depois pelo famosíssimo Saúl Salinas, pelas províncias da região de Cuyo. Mais tarde se estabeleceu na província de La Pampa, morando em Quemú-Quemú.

Percorreu o país de ponta a ponta, cantando como repentista ou atuando em circos como os chamados Colombo, Anselmi, Rosita e algum outro. Também cantou em palcos portenhos, se apresentando em 1925 no Parque Goal.

Em 1930 estabeleceu-se em San Lorenzo (província de Santa Fé) e desde então, e por mais de dez anos, cantou nas rádios de Rosário. Em 1921 publicou seus versos num volume titulado Hojas de cedrón.

Reclamou como próprias as tonadas “La pastora [b]” e “La rosa encarnada” que assinou Salinas, afirmando que essa pessoa as tomou dele e que, ao serem gravadas em discos, ficaram como se lhe pertencessem.

Outra canção sua que foi apropriada primeiro por Salinas e depois por Carlos Montbrun Ocampo foi “La trilla [b]”.

Acompanhou com seu violão em apresentações radiofônicas a sua filha Raquel Garay, delicada intérprete do cancioneiro nativo.

Numa reportagem declarou que Carlos Gardel e José Razzano eram dois gringos cantando as coisas nossas. Os conheceu e teve trato com eles, por isso fez essa apreciação.

Gravou em discos Columbia depois de 1910 e, com o famoso Arturo de Nava, também cantou em duo, assim como com outros.

Garay nasceu em Mercedes (província de Buenos Aires), em 20 de abril de 1881 y morreu em Rosário (província de Santa Fé), em 12 de julho de 1950.