Mario Orrico

Nome verdadeiro: Orrico, Mario
Violinista y compositor
(27 agosto 1913 - 22 agosto 1984)
Local de nascimento:
Montevideo Uruguay
Por
César Orrico

asceu no bairro Flor de Maroñas da cidade de Montevidéu. A partir de 1921 começou a estudar violino incentivado por seu pai, com os professores Spinelli e Pioli.

Com seu amigo desde o nascimento, Romeo Gavioli, também violinista, e Guillermo Aguirre na bateria, formaram o trio Los Tres Bemoles para atuar pela rádio e também para se apresentar nos tablados de carnaval em Montevidéu.

Aos 13 anos compôs seu primeiro tango: “Antoñito”, dedicado a seu pai Antonio Orrico.

Em 1929, ingressou na orquestra de Juan Baüer junto com Romeo Gavioli, para atuar no Cine Capitol e no Café La Giralda. No ano seguinte, ambos se incorporaram à orquestra do Salão do Hotel del Prado.

Em 1936, e nos anos posteriores, foi diretor do conjunto estável da Rádio Carve e simultaneamente integrou o Trio Los Carve, junto com Romeo Gavioli e Freddy, foram contratados por Rádio El Mundo de Buenos Aires, porém não puderam se apresentar por causa de um lamentável acidente que sofreu Romeo.

No ano de 1937 Juan Cao criou sua popular orquestra típica e convocou a Mario como primeiro violino e arranjador, se desempenhou nessa orquestra até 1952. No ano seguinte, o maestro Lucio Milena formou uma grande orquestra, interpretando tango e outros gêneros musicais, confiando a Mario Orrico o violino líder, em ciclos cumpridos pela Rádio El Espectador, e também gravações para a companhia Sondor de Montevidéu.

Desde o ano de 1943 até 1956, foi diretor musical da Troupe Estudiantil Ateniense, muito conhecida por aqueles anos na cidade de Buenos Aires. Esta agrupação fazia suas apresentações no mês de outubro de cada ano nos teatros montevideanos Artigas e 18 de Julio e no Teatro Politeama da cidade de Buenos Aires.

Entre os anos 1957 e 1959 liderou sua própria orquestra, para fazer apresentações nos hotéis municipais, gravando também para o selo Sondor. Por aqueles anos, o pianista do conjunto era seu filho César.

Quando o maestro César Zagnoli constituiu por segunda vez uma importante orquestra de tango, para se apresentar nos eventos de carnaval nos hotéis municipais, foi convocado para ser o violino líder e contribuir com arranjos orquestrais.

Em 1963, Horacio Ferrer concebe e apresenta no Canal 5 de Montevidéu o programa Imágenes de tango tendo em Mario um de seus assessores e intérprete, formando diversos conjuntos para exemplificar as diferentes etapas do tango evocadas.

Também outros estilos musicais, como quando na década de 60 se realizaram temporadas de ópera e zarzuela no Teatro Solís, cumprindo Orrico múltiplas funções, fazendo arranjos, selecionando músicos e exercendo a direção orquestral.

Em 1965, foi convocado pelo maestro Oldimar Cáceres (Pocho) que dirigiu um conjunto de avançada, para o qual precisava da presença de músicos muito capazes para abordar arranjos de difícil execução, nos quais incluíam contrapontos e fugas.

Como compositor criou os tangos “Arrullo”, “Bailemos [b]”, “Eterna melodía”, este com letra de seu irmão Alcides. Em parceria com Juan Cao fizeram as músicas: “Amor de luna”, “Café Monterrey”, “Así es mi voz”, “Canción de luna”, “Candombe de carnaval” e “Bailando candombe”. Também foi coautor das músicas; “Canción de la noche”, “Presente barra querida”, “Viejo solterón”, “Siempre la espero”, “Tu dulce mirada” e “El vals quinceañero”, em parceria com músicos e letristas do nível de Armando Blasco, Alberto Luces, Miguel Buranelli, Ángel Bessio, Héctor Bello Schmitt e Juan Bigio.

Em 22 de agosto de 1984, enquanto assistia televisão, junto com sua esposa, sofreu um infarto que fechou o ciclo de vida deste importante músico.