Eduardo Armani

Nome verdadeiro: Armani, Eduardo
Violinista, compositor y director
(22 agosto 1898 - 13 dezembro 1970)
Local de nascimento:
Buenos Aires Argentina
Por
Néstor Pinsón

asceu na cidade de Buenos Aires, no popular bairro de La Boca. Estudou música no conservatório Santa Cecília e, ainda adolescente, culminou a sua formação empiricamente, atuando junto aos já importantes músicos de inclinação clássica, como Juan José Castro, Julio Perceval, Ennio Bolognini, Remo Bolognini, Luis Gianneo, entre outros.

Eram tempos de tango e, de algum jeito, todos eles apesar da sua formação, sentiram-se atraídos por nossa música, além disso, a possibilidade de ganhar algum dinheiro devido à facilidade de obter trabalho. Armani brindou seu violino à Orquesta Típica Victor, a Francisco Lomuto, a Juan Carlos Cobián.

Sem abandonar o tango começou a se dedicar ao jazz, e finalmente decidou-se a esse ritmo pelo resto da sua carreira.

Amigo de sempre de Osvaldo Fresedo, foi seu sócio no elegante cabaré Rende Vouz. O compositor de “Vida mía” gravou várias obras de Armani: “Bajo el disfraz” (instrumental), embora tenha letra de Nicolás Vaccaro e Escariz Méndez, gravado em 6 de março de 1928); “Inquietud” (instrumental), em 1926; “Oh corazón” (instrumental), 24 de janeiro de 1928; “Mi última noche”, cantado por Ernesto Famá, em 17 de julho de 1928; “Normiña”, gravado por Gardel em 24 de dezembro de 1926; “No te olvidarás” (instrumental), em 8 de novembro de 1927; “Victoria [c]” (instrumental), em 24 de abril de 1929; “Migaja”, cantado por Carlos Barrios, em 2 de maio de 1963. A esses devem adicionar-se entre outros: “Soltero soltero”, “Un caprichito” e “Vidita”.

Outra atividade, aproveitando a sua popularidade, foi o cinema, onde participou como ator em Así es el tango, de Eduardo Morera, com um roteiro apenas para apresentar alguns números musicais, por exemplo a novidade do tango “Nostalgias”, estreado em 1936, quase ao mesmo tempo da rodagem do filme que se apresentou nas salas a 24 de fevereiro de 1937. Foi interpretado pela protagonista, Luisa Vehil, enquanto descia por uma escadaria suntuosa, para se encontrar com seu namorado, Fernando Ochoa, uma vez livres da presença de Jorge, o vilão do filme, interpretado por Eduardo Armani.

Já como músico, dirigindo sua verdadeira orquestra, aparece em Ven mi corazón te llama, filme de Manuel Romero, estreado em 9 de setembro de 1942, no qual atuaram a bolerista Elvira Ríos junto a Tito Lusiardo, Alicia Barrié e a dançarina espanhola Carmen Amaya. Aqui dirige sua orquestra. E, finalmente, Dringue, Castrito y la lámpara maravillosa, dirigida por Luis Moglia Barth, estreada em 18 de fevereiro de 1954, na que Armani teve a responsabilidade da trilha sonora.

Sobre sua atuação no jazz, foi junto com René Cóspito, nos inícios dos anos 30, um dueto de diretores que obteve grande sucesso por vários anos, não apenas por sua excelência musical, mas também por suas elegantes presenças. Tempo depois, cada um tomou o seu camincho.

As várias orquestars de Armani foram o acompanhamento obrigatório para as visitas internacionais, foi o caso de Bing Crosby, Maurice Chevalier, Mistinguette, Anna Pavlova, Isadora Duncan, para citar alguns exemplos.

Para finalizar, vale a pena comentar que foi um artista completo, um grande músico e que deixou um importante legado a nosso tango e à música popular em geral.