Roberto Carlés

Nome verdadeiro: Losi, José Alejandro
Cantor y compositor
(30 dezembro 1919 - 10 junho 2012)
Local de nascimento:
Buenos Aires Argentina
Por
Abel Palermo
| Néstor Pinsón

asceu no bairro de Villa Urquiza. Foi o típico garoto portenho que começou a cantar em cafés do seu bairro. Nesses locais acontecia o habitual desfile de novos intérpretes que, eventualmente, se tornavam profissionais e alguns poucos conseguiram atingir a fama. Além disso, aquelas apresentações lhes serviam como uma experiência perante o público, superar o medo e receber os primeiros aplausos.

Este foi o caso de Roberto, participante de infinitas noitadas pelos bairros, onde os cafés e clubes organizavam concursos de calouros. Assim, percorreu Villa Urquiza, Saavedra, Chacarita, Villa Crespo, La Paternal, até que um dia conseguiu uma chance no rádio, na emissora de Emilio Kartulovic, LS10 La voz del aire, da Rua Maipú, entre Lavalle e Tucumán.

Sua estréia profissional foi em 1942, no Café Victoria da Avenida Corrientes, no bairro de Villa Crespo, com acompanhamento dos irmãos Gramuglia em violões.

No ano seguinte, foi convocado para se apresentar pela Rádio El Mundo, em cujo elenco permaneceu por vários anos. Em setembro de 1951 desembarcou em São Paulo (Brasil), onde fez grande sucesso, tanto assim, que ficou por algum tempo.

Mais tarde, viajou para a Colômbia e Venezuela. Ao tornar a Buenos Aires, voltou à Rádio El Mundo. Também se apresentou em casas noturnas e diversos cenários de Buenos Aires. Já em 1963, ingressou no elenco da LR3 Rádio Belgrano.

Não conhecemos nenhuma gravação comercial de Carlés. Graças ao nosso amigo Carlos Del Mar, obtivemos algumas gravações de apresentações ao vivo pela rádio que, segundo ele, foram registradas na Rádio El Mundo.

Como compositor, teve uma estreita colaboração com Juan D’Arienzo, quem gravara com a sua orquestra quatro das suas obras: “Matrimonio” (com letra de Héctor Gagliardi) com a voz de Alberto Echagüe, gravada em 10 de junho de 1955; “Imperdonable” (com letra de Agustín Minotti) com o cantor Mario Bustos, em 29 de agosto de 1957; “Qué seré yo” (também com letra de Minotti), com Jorge Valdez, em 19 de julho de 1961; “Cansada de sufrir” (com letra de José Barreiros Bazan) com Jorge Valdez, em 27 de setembro de 1961.

Em SADAIC registrou 61 obras.