Por
Néstor Pinsón
| Ricardo García Blaya

Orquestra Típica Alberto Mancione

ssim que formou seu primeiro conjunto, se apresentou na inauguração do cabaré Tibidabo, em 25 de abril de 1942, junto com a orquestra de Aníbal Troilo. Faziam parte desse conjunto: Alberto Mancione, Jorge Gutiérrez, Juan Salomone e Antonio López (bandônios), Doroteo López, Jorge Argentino Fernández e Antonio Casanova (violinos), José Cimarro (piano), Pablo Piazza (contrabaixo), Horacio Torres (cantor), depois substituído por Floreal Ruiz durante seis meses.

Em 1950, como artista exclusivo da Rádio El Mundo, a orquestra estava integrada por: Mancione, Ángel Domínguez, Roberto Vallejos, Antonio Longarella e Julio Menor (bandônios), Francisco Mancini, David Aszenmil, Bautista Huerta e Manuel La Plaza (violinos), Francisco Orrego (piano), Julio Zeitlin (viola), Ángel Molo (cello), Ítalo Bessa (contrabaixo); os cantores: Héctor Alvarado, em 1949 ingressaram Carlos Vidal, substituindo a Alberto Carol (por pouco tempo) e Jorge Ledesma, e, em 1950, Francisco Fiorentino. Se apresentam no local Montecarlo de Corrientes e Libertad e gravaram para a companhia RCA-Victor.

Uma anedota interessante: o próprio Mancione foi quem fez o teste a Alberto Deluchi para substituir a seu cantor Alberto Carol (o mesmo que gravou como vocalista da Orquestra Típica Victor); aconteceu na Rádio Splendid. O aspirante escolheu “Margot” e se deu bem, ficou na orquestra. Seu companheiro era Héctor Alvarado. O representante da orquestra, Julio Curi, sugeriu buscar-lhe um nome artístico. A inspiração chegou ao ouvir o duo Martínez-Ledesma, então propôs Jorge Ledesma e foi o escolhido.

A estreia aconteceu no cabaré Cote D’Azur, da Rua 25 de Mayo 536 e, em seguida, na Rádio Splendid. No ano seguinte foram contratados pela Rádio El Mundo onde se apresentaram nos horários nobres: Estrellas a mediodía, o nunca esquecido Glostora Tango Club —quando Alfredo De Angelis ficava de férias— e nos programas dançáveis do fim de semana. Com Mancione, Jorge Ledesma chegou ao disco em 18 ocasiões.



Em 1966 formou quarteto com José Aguilera (piano), Pibledo (contrabaixo), César Rilla (violino) e Mancione (bandônio). Em 20 de setembro de 1974, com um novo quarteto estreou no local El Farolito de Villa Crespo, onde permaneceu por 14 anos.

Outros músicos que participaram da sua orquestra: Juan José Paz, Armando Medialdea, Norberto Digoraro, Osvaldo Requena (pianistas).

Carlos Pazo, Nicolás Paracino, Héctor Lettera, Ricardo Varela e Tito Rodríguez (bandônios).

Fernando Suárez Paz, Antonio Napole, Fernando Espíndola, Ángel Pando, Edmundo Baya, Ángel Bodas, Natalio Lamicella, Ángel Vilar, Mauricio Marcelli e Alfonso Bernaba (violinistas).

Dino Quarlieri, Terreyro (violoncelistas).

Mario Monteleone, Juan Vasallo, Román Arias, Fernando Cabarcos, Ángel Cardozo e Héctor Guri (contrabaixistas).

Seus vocalistas que chegaram ao disco foram: Jorge Ledesma, Héctor Alvarado, Ángel Varela, Francisco Fiorentino e Luis Correa. Também colaborou em uma música o ator Ubaldo Martínez, na milonga “La mujer y los vinos”.

A eles devemos adicionar a José Torres, o melhor de seus cantores de quem se conservam algumas gravações radiais; Horacio Torres, Floreal Ruiz (como Carlos Martel), Horacio Acosta, Alberto Carol, Carlos Vidal, Osvaldo de Sanctis (Osvaldo Ramos). Mais tarde: Alberto Rial, Olga Cabrera, Jorge Miró e Ángel Taborda.

Gravou 44 músicas, sempre para a companhia Víctor. O primeiro disco “Ventarrón” e “Tinta roja”, realizado em 28 de julho de 1950.