Por
Néstor Pinsón

Conjuntos e orquestras de Carlos Marcucci

no de 1921, tinha dezoito anos quando fez parte de um quarteto com Fernando Franco, Emilio Ferrer (violinos), Roberto Goyheneche (piano) e Carlos Marcucci (bandônio). Atuaram em cafés de La Boca como El Marconi, da rua Olavarría, El Gambaudi, esquina de Suárez e Necochea. A seguir, chegam ao famoso Café Benigno, de Caseros e La Rioja –no centro do bairro de Parque Patricios-, aqui Fidel Del Negro substituiu Goyheneche, aparece Luis Bernstein (contrabaixo) e Salvador Grupillo (segundo bandônio), já tinha passado a ser um sexteto.

Novo quarteto, em 1923, Antonio Rodio, José Di Clemente (violinos), Alfonso Lacueva (piano) e Marcucci (bandônio). Se apresentaram em Rádio Sudamérica, que funcionava unma sala da travessa Roverano (Avenida de Mayo 560).

Entre 1926 e 1927, depois de trabalhar por mais de dois anos como músico de outras orquestras, tenta novamente criar um conjunto próprio para se apresentar no Charleston e no Bar Brown, ambos no bairro de La Boca. Alfonso Lacueva (piano), Antonio Rodio, José Rosito (violinos), Marccucci, Salvador Grupillo (bandônios) e Olindo Sinibaldi (contrabaixo). Em 1927 fazem uma turnê por cidades de Buenos Aires e, em sua volta, se incorporam ao cabaré Chantecler, da rua Paraná 400. Houve mudanças, por Sinibaldi ingressou Rodolfo Duclós (contrabaixo), Oscar Ventura subsituiu Lacueva no piano e, no lugar de Rosito, Julio Del Puerto (violino).

1928. Entre outros lugares seus seguidores deviam ira à Richmond da rua Suipacha; ao Tabarís ou ao Café Guarany. Se incorporaram Pedro Vergéz (piano) e Marcos Larrosa (segundo violino).

1929. São contratados pelo Cinema Metropol de Lavalle 869, depois de ter sido remodelado, transformado no Cinema Atlas. O sexteto se apresenta com Alberto Soifer (piano), Marcucci e Salvador Grupillo (bandônios), Luis Gutiérrez del Barrio, Mauricio Saiovich (violinos) e Adolfo Krauss (contrabaixo).

1930. Nova temporada no Metropol, na Richmond, no Café Nacional, no cabaré Florida, no Ocean, Rádio Prieto e fazem uma turnê em Montevidéu para conhecer o famoso Café Tupí Nambá. Houve mudanças no conjunto: Marcucci, seu primo Romualdo Marcucci e Salvador Grupillo (bandônios), Mauricio Saiovich e Samy Friedenthal (violinistas), José Tinelli (piano) e Tino García (cantor).

Em 1931 se apresentam no El Germinal, El Nacional e também no Cinema Palace Medrano. Se incorpora José María Rizzuti.

Por alguma razão particular, em 1932, decidiram criar uma parceria Marcucci e Rizzuti, e iniciaram uma extensa turnê pelo interior do país, começando pela cidade de Concordia (província de Entre Ríos). A orquestra estava integrada por: Carlos Marcucci, Salvador Grupillo e Francisco Della Rocca (bandônios), Luis Gutiérrez del Barrio, Mauricio Saiovich, Samy Friedenthal e Ateo Dapiaggi (violinos), Adolfo Krauss (contrabaixo), José María Rizzuti, depois Alberto Soifer (piano), Juan Carlos Marambio Catán (cantor).

Depois de puoco mais de un mês voltaram a Buenos Aires, a parceria deixou de existir e Marcucci continou sua trajetoria até finalizar o ano, com Rodolfo Biagi (piano), Alfredo Corletto (contrabaixo), Julio Del Puerto e Marcos Larrosa (violinos).



Em 1933 decidiu encerrar sua carreira como diretor. Em 1934, depois do carnaval, no Cinema Pueyrredón do bairro de Flores, ingressou na orquestra de Julio De Caro que, por problemas económicos tinha ficado sem músicos –apenas com seu irmão Francisco De Caro. Permaneceu com De Caro até 1944, quando este decidiu suspender suas atividades temporalmente. Então voltou à sua função de músico e diretor.

Criou uma orquestra com a qual se apresentou na LR4 Rádio Splendid, no Café Argentino do bairro de Chacarita (Corrientes 6841), no El Nacional e também no Tibidabo. Estava integrada por: Carlos Marcucci, Atilio Corral, José Di Pilato depois substituido por Armando Rodríguez e Corral por Alfredo Marcucci, Alfredo Cordisco e Albero Musacchio (bandônios), Bernardo Sevilla, Norberto Bernasconi e Héctor Ferrarino (violinos), Oscar Podestá (piano), Fermín Fava (contrabaixo), Héctor Insúa e Roberto Abrodos (cantores).

Nos anos 1945 e 1946 se apresentou, primeiro, em El Palacio del Baile (Leandro Alem 648), depois no Marabú e vários lugares de Montevidéu. Também no Cote d’Azur e em Derby, LR3 Rádio Belgrano e no Bar Ebro de Corrientes 1628.

Em 1947 se apresentou nos carnavais denominados En la ciudad luz, espetáculo no qual também atuava a orquesta de jazz Anconetani. A seguir dissolveu a orquestra e voltou com Julio De Caro e integra, também, a Orquestra Estável da LR4 Rádio Splendid.

Os cantores que teve e chegaram ao disco foram: Roberto Díaz, Carlos Lafuente, Teófilo Ibáñez, Roberto Abrodos e Hugo Zamora como recitador.

Fonte: Extratado do livro El tango, el bandoneón y sus intérpretes, Volume IV, de Oscar Zucchi, Ediciones Corregidor, Buenos Aires 2008.