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Por
Daniel Pedercini

Orlando Punzi y el lunfardo

oi um dos homens que, silenciosamente, atingiu escopos que apenas aqueles que o conhecemos intimamente, soubemos valorizar. Homem de uma integridade admirável, o tempo saberá reconhecê-lo como uma das pessoas iniludível da cultura argentina.

Orlando Punzi nasceu em Buenos Aires, numa família de imigrantes italianos. Aos 12 anos de idade, ingressou à Escola Normal de Professores «Mariano Acosta», onde se formou como professor.

Em 1932 ingressou no Colégio Militar da Nação sendo porta-bandeira em 1934. Formou-se como subtenente em 1936 com os prêmios Pró-Pátria, Círculo Militar e Instituição Mitre. Em 1942, ingressou à Escola Superior Técnica do Exército Argentino formando-se como Engenheiro Militar.

A Comissão Nacional de Cultura o premiou, em 1945, por seu livro Tiempo de soledad.

Foi expedicionário do monte Aconcágua em 1951, conseguindo escalá-lo e fazer cume, repetindo essa façanha outras duas vezes durante sua vida.

O grande escritor e poeta César Tiempo, disse sobre ele: «Orlando Mario Punzi é essencialmente um poeta». Comentou também que: «depois de mil novecentos cinquenta e seis, Punzi foi expulso do exército por ter defendido o governo constitucional (do General Juan Perón). Uma foto sua arengando a tropa a combater em defesa do estado de direito tremulando uma bandeira argentina, percorreu o mundo. Pressentindo-se desempregado naquele futuro imediato, ingressou à Faculdade de Direito; dois anos depois formou-se como advogado».

Formado em 1958, foi professor em escolas secundárias e, mais tarde, teve cargos diretivos em escolas nacionais de educação técnica.

Obteve numerosos prêmios literários, Prêmios do Círculo Militar por: Romance de los tres granaderos de Chacabuco, Canto épico del Ejército Argentino, Tetralogía para una muerte de amor, Canción para un soldado del desierto, Poema coral para Alfonsina Storni, Romance de Barranca Yaco e Poema del amor irremediable, entre outros.

Em 1966 publicou seu primeiro livro de poemas épicos La crines de bronce, seguido por várias outras numerosas obras dentro da poesia, a prosa e no ensaio, entre elas: La rosa de cristal, Historia del desierto e Moreno periodista, obtendo distinções da Fundação Argentina para a Poesia, da Sociedade Argentina de Escritores, do Círculo de Legisladores da Nação, do Fundo Nacional das Artes, o Prêmio Municipal da Cidade de Buenos Aires, o do Círculo da Imprensa, o da Embaixada da Espanha, o da Ação Cultural Miguel de Cervantes de Barcelona, o da Prefeitura de la Cañada de Madrid (Espanha), entre outras numerosas instituições culturais.

Em 1975 foi restabelecido no Exército Argentino pelo governo constitucional, com a patente de Coronel da Nação.

Foi membro da Academia Portenha do Lunfardo (1977) e Acadêmico Numerário desde 10 de outubro de 1995. Recebeu também a distinção de Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires.

Sua outra paixão, o tango, o teve durante trinta anos como figura principal, espectador e admirador da Orquestra do Tango de Buenos Aires e integrou um dos grupos seguidores do conjunto que dirigiram Carlos García e Raúl Garello, Las Aves del mismo Plumaje.

Morreu com 101 anos, deixando-nos o legado de ter trabalhado por e para seu país, sendo um dos representantes mais importantes de grande parte da história social e cultural da República Argentina.

Fontes: http://www.orlandopunzi.com.ar e http://sepaargentina.com.ar