Por
Oscar Zucchi

Orquestras e conjuntos de Luis Petrucelli

etrucelli sempre esteve acompanhado pelos melhores músicos da época. Estreou com quinze anos com Samuel Castriota e passou por numerosas orquestras até chegar à de Juan Carlos Cobián, a seguir fez parte de outra, junto com Julio De Caro. Deste último conjunto se afastou quando, de forma inconsulta, De Caro o batizou com seu nome, coisa que não era o acordado.

1922. Tem dezenove anos quando os empresários do cabaré Casino Pigalle, da rua Maipú 340, lhe propõem formar uma orquestra. Convocou a seu ex-colegas Padro Maffia, para que o acompanhasse na turma de bandônios, José María Rizzuti (piano), Bernardo Germino, José Rosito, alternando com José De Grandis (violinos) e Hugo Ricardo Baralis, alternando com Humberto Costanzo (contrabaixo). Esta foi a sua primeira orquestra, com a qual estreiam um tango seu, “Rico [b]”, nome de um cavalo de corridas.

1923. No Abdulla Club, por breve tempo, apresenta um conjunto no qual se destacavam Pedro Maffia (bandônio), Vicente Gorrese (piano), Bernardo Germino e Fernando Franco (violinos), entre outros.

Não para de trabalhar, agora novamente como um dos rapazes da orquestra. Por pedido do diretor, volta com De Caro, a seguir com José Martínez e com Juan Carlos Bazán. Foi um dos fundadores da Orquesta Típica Victor, no papel de responsável, já que essa orquestra não tinha um diretor determinado, para que não criassem fama por conta do selo, sim um diretor artístico: Adolfo Carabelli.

1926. Sem abandonar seu trabalho na Típica Víctor, criou uma orquestra para se apresentar no cabaré Follies Bergère, da rua Cerrito. Participavam nela: Salvador Grupillo (bandônio), José Tinelli (piano), Marcos Larrosa e Nicolás Di Masi (violinos) e Hugo Ricardo Baralis (contrabaixo).

Tempo depois, aceitou a proposta de Francisco Canaro para viajar a Nova Iorque.

1927. De volta ao país, reaparece no cinema American Palace da rua Córdoba e Callao. Alfonso Lacueva, depois substituído por Rafael Giovinazzi (piano), Germino e Di Masi (violinos), o diretor com Vicente Romeo (bandônios), Ausonio Pisani, alternando com Ángel Corletto (contrabaixo).

A seguir, passam ao Cine Moderno, da rua Boedo 939, e nas tardes de chá na confeitaria da loja A la Ciudad de Méjico, de Florida e Sarmiento, com algumas modificações: Gorrese (piano), Germino e Adolfo Muzzi (violinos), Luis Petrucelli com Ciriaco Ortiz (bandônios) e Baralis (contrabaixo).

1928. Como diretor independente da Victor começa a gravar. Foram 54 músicas em 27 discos de 78 rpm. A formação inicial provável foi: Carlos Alsina (piano), Germino e Arturo Abruzzese (violinos), Petrucelli e Enrique Pollet (bandônios) e Humberto Costanzo (contrabaixo). Mas a formação habitual, a mais constante era: Gorrese (piano), Elvino Vardaro, Manlio Francia e Bernardo Germino (violinos), os mesmos bandonionistas e Baralis (contrabaixo). Estreia na orquestra o cantor de refrões Roberto Díaz.

Sua participação nos discos finalizou em janeiro de 1931. E, eventualmente, também participaram outros músicos como: Federico Scorticati, Nicolás Primiani (bandonionistas), Antonio Buglione e Fausto Frontera (violinos), Francisco De Lorenzo (contrabaixo) e José María Rizzuti (piano).

Seu destacado tango “Negro el veinte”, de outubro de 1929, foi gravado, provavelmente, pelos seguintes músicos. Rizzuti, Vardaro, Francia e Buglione (violinos), Petruccelli e Scorticati (bandônios), Francisco De Lorenzo (contrabaixo).

1933. Se incorpora à orquestra de Osvaldo Fresedo. Nela permaneceu até o momento da sua morte.

Como compositor foi possível encontrar 23 músicas, todas elas gravadas em discos. Como cantores de refrões teve a Roberto Díaz, o multifuncional Antonio Buglione, Carlos Viván, Juan Lauga e Pedro Lauga. Em algumas músicas fizermam duetos Roberto Díaz e Manlio Francia, que fazia a segunda voz.

Extraído do livro El tango, el bandoneón y sus intérpretes, Volume IV, terceira parte.