Por
Néstor Pinsón
| Miguel Ángel Lafuente

Conjuntos de Ernesto Ponzio

m 1899, indicado por Genaro Vázquez participa de vários conjuntos. Conforma um trio junto ao mesmo Vázquez (também violinista) e Luis Teisseire (flauta).

Em 1900 participa de um trio junto com Vicente Pecci (flauta) e Eusebio Aspiazú (violão).

Em 1901 fez parte de um quarteto com Morena (violino), Alfredo Bevilacqua (piano) e Antonio Lozzi (instrumento sem identificar).

Em 1902, trio com Luis Teisseire (violino) e Vizcacha Herrera (violão).

Em 1903 tocou na Orquestra do Hotel Palácio Verde, da cidade de Coronel Suárez, província de Buenos Aires. Forma um trio com Félix Riglos (flauta) e Eusebio Aspiazú (violão).

Quarteto junto com seu tio Vicente Ponzio (violino) —quem quando aconteceu a morte do pai de Ernesto foi quem assumiu a sua tutela—, Juan Carlos Bazán (clarinete) e El Tano Tortorelli (harpa).

Quarteto com Vicente Pecci (flauta), Juan Carlos Bazán (clarinete) e Tortorelli (harpa), se apresentaram nos locais de Hansen e no Tambito, na Casa de Laura, no de Mamita (Concepción Amaya), no de María La Vasca. Além disso percorrem a zona do Bajo Belgrano, na La Pajarera, La Fazenda, La Cancha de Rosendo e, entre outros, La Milonga de Pantaleón, onde aconteceu uma disputa na qual foi ferido e abandona o conjunto. Até aquele momento se apresentavam sem que nenhum deles fosse apresentado como o líder e diretor.

Em 1904, quarteto com Juan Carlos Bazán (clarinete), Félix Riglos (flauta) e Eusebio Aspiazú (violão). Volta a se apresentar nos locais de Hansen e Tambito.

Entre 1904 e 1907 formou um trio com José Fuster (flauta) e El Pardo Canaveri (violão). E um quarteto com Juan Carlos Bazán (clarinete), El Yepi José María Bianchi (bandônio) e El Negro Lorenzo (violão).

Em 1908 forma um duo junto com o violonista Eusebio Aspiazú. Se apresentam no Almacén Suizo, da avenida Corrientes e Centroamérica (hoje avenida Pueyrredón), também no Café Iglesias.

Em 1911 fez parte de um trio con Eduardo Arolas (bandônio) e Leopoldo Thompson (nessa época tacava o violão, mais tarde cotado contrabaixista).

Em 1912, por causa das brigas contínuas nos locais onde se apresentavam, todos de ambiente ruim, sofre várias detenções policiais, até que cometeu um assassinato e foi condenado a vinte anos de prisão. Graças à influência contínua de colegas e amigos, principalmente à do jornalista Carlos de la Púa, foi liberado depois de cinco anos. Cumpriu a sentença na prisão de Ushuaia em primeiro lugar e, depois, na cidade de Rosário.

Em 26 de janeiro de 1932 estreou no Teatro Nacional, do empresário Pascual Carcavallo, na rua Corrientes 960, a Orquesta de La Guardia Vieja, organizada por Juan Carlos Bazán sob a regência de Ernesto Ponzio, junto com Alcides Palavecino e Ernesto Juan Muñecas (violinos), Vicente Pecci (flauta), José Luis Padula e Enrique Saborido (pianos), Eusebio Aspiazú e Domingo Pizarro (violões) e Eduardo Arbol Erezcano (contrabaixo). Sua missão era recriar os inícios do tango e sua evolução até a chegada do bandônio. A seguir se apresentava a orquestra de Roberto Firpo com o «tango moderno». Tempo depois, viajam para o Uruguai e se apresentaram no Teatro Artigas de Montevidéu.

Em 1933 foi lançado ¡Tango! o primeiro filme totalmente sonoro da Argentina. Foi filmado durante os meses de janeiro e fevereiro e estreado em 27 de abril, no Cine Real da rua Esmeralda 425. Sob a codireção de Ponzio e Bazán, a Orquesta Típica de la Guardia Vieja, estava integrada por El Pardo N. Alcorta (violino), Vicente Pecci (flauta), José María Bianchi, El Yepi (bandônio) e Eusebio Aspiazú (violão).

Uma outra formação dessa orquestra teve a presença de Alcides Palavecino (violino), José María Bianchi (bandônio), Félix Riglos (flauta), Domingo Fortunato (piano) e Apolinario Aldana (violão). No filme interpretaram os tangos, “Don Juan (El taita del barrio)”, “Yo soy así pa'l amor” com a voz de Tita Merello, “El entrerriano”, dançado por El Cachafaz junto com sua parceira Isabel San Miguel e, finalmente, “La chiflada”, cantada também por Tita Merello.

Em 24 de março, voltam a se apresentar no Teatro Nacional com a peça De Gabino a Gardel, que foi a última apresentação na Argentina de Carlos Gardel. Finalmente, em 23 de junho, aconteceu a despedida do público, foi em Rosário como Orquesta Típica Ernesto Ponzio, com Guillermo Lértora e Saverio Puleio (violinos), Nicolás Tauro (bandônio), Héctor Lagna Fietta (piano), José Rainelli e F. Dalmolín (instrumentos sem identificar). Ponzio morreu quase um ano depois, em 21 de outubro de 1934.

Fontes: Ernesto Ponzio, livro de Miguel Ángel Lafuente; duas matérias, uma assinada por Luis Adolfo Sierra e outra por Roberto Selles. Ed. Las Orillas 1985.