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Por
Oscar Zucchi

Orquestra Típica Osvaldo Fresedo

primeiro conjunto de Osvaldo Fresedo foi um quarteto que estreou em 31 de maio de1913. Formação: Osvaldo (bandônio), Emilio Fresedo (violino) e os irmãos Pedro Barreto e Martín Barreto (violões).

Em 1914 abandonou Pedro Barreto e continuaram como trio com os restantes. A seguir formou outro com Enrique Modesto (violino) e Antonio Basso (piano).

Em 1915, sucederam-se uma série de trios, primeiro, com o uruguaio Manuel Aróztegui (piano) e Paulino Fasciola (violino). A seguir, com seu irmão Emilio Fasciola (violino) e El Negro José Ricardo (violão) (antes de sua vinculação com Carlos Gardel).

Continua com seu irmão e José Pracánico (piano), irmão de Francisco Pracánico «Que interpretava o tango muito bem» (palavras de Fresedo). No Cabaré Montmartre e no Royal Pigall (depois Tabarís), Fresedo (bandônio e direção), Francisco Canaro e Julio Doutry (violinos), José Martínez (piano) e Leopoldo Thompson (contrabaixo).

Em 1 de dezembro de 1917, pela primeira vez não lidera seu conjunto. Participa da orquestra gigante Firpo-Canaro no Teatro Colón de Rosário.

Em 1918, no Cassino Pigall aparece a primeira Orquestra Fresedo, ele no bandônio, Julio De Caro, Juan Koller (violinos), José María Rizzuti (piano) e Hugo Ricardo Baralis (contrabaixo).

Em 1919, no Dia da Primavera, para o Sexto Baile do Internado. Fresedo, Ricardo Brignolo, Luis Minervini, Roque Biafore e Luis D'Abbraccio (bandônions), Rafael Rinaldi, Julio Doutry, Juan Koller, Julio De Caro, Bernardo Germino, Emilio Ferrer e Arturo Abruzese (violinos), José María Rizzuti, Enrique Delfino e José Martínez (pianos), Hugo Ricardo Baralis e Olindo Sinibaldi (contrabaixos).

Em 1920, Fresedo, Tito Roccatagliata e Enrique Delfino viajam a Camden (Nova Jersey, Estados Unidos) para gravar no selo Victor. Lá se juntaram ao grupo Alberto Infantas Arancibia (violino) e o alemão Herman Meyer (violoncelo) para conformar a Orquestra Típica Select.

Em 1921, no Cassino Pigall, a Orquestra Fresedo estava sob a direção de Pedro Polito, porque Fresedo estava nos Estados Unidos. Quando ele voltou, a orquestra estava integrada por Osvaldo Fresedo e Pedro Polito (bandônions), Miguel Orlando, Julio De Caro e Manlio Francia (violinos), José María Rizzuti (piano) e Hugo Ricardo Baralis (contrabaixo). Depois, forma o Cuarteto de Maestros com Tito Roccatagliata, Enrique Delfino e Agesilao Ferrazzano. Pouco tempo depois Delfino se afaste sendo substituído por Juan Carlos Cobián.

Em 1922, em Mar del Plata, o quarteto Fresedo, Juan Carlos Cobián, Tito Roccatagliata e Roberto Zerrillo. Mais tarde Zerrillo é substituído por Manlio Francia e se incorpora Luis Minervini (bandônio). No Abdullah Club (subsolo da Galeria Güemes da Rua Florida), Fresedo e Alberto Rodríguez (bandônions), Tito Roccatagliata, Manlio Francia alternando com Agesilao Ferrazzano (violinos), Juan Carlos Cobián e depois José María Rizzuti (piano) e Leopoldo Thompson (contrabaixo). Quando interpretavam outros ritmos também tocava o músico espanhol Francisco Ortega (saxofone).

Em 1923, outra vez em Mar del Plata, Fresedo, Alberto Rodríguez (bandônions), Manlio Francia e Juan Koller (violinos), José María Rizzuti (piano) e Carmelo Mutarelli (contrabaixo).

Em 1924, no Abdullah Club: Fresedo, Alberto Rodríguez e Pastor Trivelli (bandônions), Manlio Francia, Adolfo Muzzi e Juan Koller (violinos), José María Rizzuti (piano), Carmelo Mutarelli alternando com Humberto Costanzo (contrabaixo), Raúl Fresedo (bateria). No décimo primeiro e último Baile do Internado, no qual estreia seu tango “El once (A divertirse)” se apresenta com a mesma integração.

Em 1925, acompanha a Carlos Gardel com sua orquestra em duas gravações, “Fea” e “Perdón viejita”. A possível formação (segundo Luis Adolfo Sierra), Fresedo e Alberto Rodríguez (bandônions), Adolfo Muzzi e Juan Koller (violinos), José María Rizzuti (piano) e Humberto Costanzo (contrabaixo).

Em 1926 o empresário dum cabaré, Eduardo Calvo, que o admirava, inaugurou um café que batizou Bar Fresedo, estava frente ao Teatro Politeama (Corrientes e Paraná). Teve que formar uma orquestra paralela com Fresedo e Miguel Caló (bandônions), José María Rizzuti (piano) e Adolfo Muzzi (violino).

Em 1927, a orquestra titular estava no cabaré Tabarís, a outra no Bar Fresedo e uma terceira no Cassino Pigall, sob a direção de Nicolás Vaccaro (piano), Francisco Della Rocca, Pascual Storti e José Della Rocca (bandônions), Ateo Dapiaggi e José Lorito, às vezes Samy Friedenthal (violinos), Angel Corletto alternava com Hugo Ricardo Baralis (contrabaixo). No Cine Fénix do bairro de Flores, forma outro conjunto: Carlos Di Sarli (piano), Américo Bianchi e Emilio Bianchi, depois substituído por César Ginzo e Tito Landó (bandônions), José Lorito, alternativamente com José Pécora e David Abramsky (violinos), Ángel Corleto (contrabaixo). Depois, Luis Bernstein e Abraham Krauss (contrabaixo). Foi a estreia do seu primeiro cantor, Juan Carlos Thorry. Pelo Bar Fresedo, também passaram outros músicos, Alfonso Lacueva (piano) Luis Minervini e José Della Rocca (bandônions), José Lorito e Juan Cruz Mateo (violinos) e Carmelo Mutarelli (contrabaixo).

Em 1928 em Paris, contratado pelo Nouvelle Garrón. Viajaram o diretor, Alberto Rodríguez, Luis Minervini, Adolfo Muzzi, Juan Koller, José María Rizzuti, Humberto Costanzo e Ernesto Famá. Depois de um tempo, voltaram Rodríguez, Rizzuti e Muzzi e foram para lá Nicolás Vaccaro, José Lorito e José Salvatore (bandônio). Famá também abandonou, mas não foi substituído. Numa fotografia da nova formação aparece Carlos Espósito (bandônio), irmão de Genaro Espósito que estava por Paris.

Em 1929, viajam de Paris a Nova Iorque. Nicolás Vaccaro é substituído pelo alemão Otto Montbruk, depois Sebastián Lombardo (pianista e orquestrador). Genaro Veiga, Pilar Arcos e Fortunio Bonanova (cantores).



Em 1930, regressa à Argentina. No Cine Metropol da Rua Lavalle (depois Atlas): Fresedo e Juan Salvatore (bandônions), Manlio Francia, Juan Cruz Mateo e José Lorito (violinos), Alfredo Corleto (contrabaixo), cantor Roberto Díaz.

Em 1933, nova orquestra: Fresedo, Pascual Storti, Juan Salvatore, depois Ángel Farina, substituído depois por Luis Petrucelli e, brevemente, Eduardo Del Piano (bandônions), Adolfo Muzzi, Pedro Desrets e José Lorito (violinos), Sebastián Lombardo (piano), Humberto Costanzo (contrabaixo), Saly Nisguritz (batería), Tomás Fumo (saxofone), Roberto Ray (cantor). Depois, volta Rizzuti e o cantor. O violonista para interpretar outros ritmos foi Charles Wimer.

Em 1934 faz sua terceira viagem aos Estados Unidos sem sua orquestra. Foi convidado pela National Broadcasting Company para dirigir a Orquestra Sinfônica de Nova Iorque (que estava sob a regência de Arturo Toscanini) com seu primeiro violino, Remo Bolognini. O cantor foi Carlos Spaventa. No ano seguinte, de regresso à Argentina, inclui o vibrafone, a harpa e outra vez a bateria. Com essa formação se apresentou em 29 de novembro de 1935 quando aconteceu a inauguração da LR1 Rádio El Mundo.

Em 1936: Fresedo, Luis Petrucelli, Pascual Storti e Ulderico Panella (bandônions), Adolfo Muzzi, José Lorito, Pedro Desrets e Mario Perini (violinos), José María Rizzuti e Ricardo Desrets (pianos), Humberto Costanzo (contrabaixo), Charles Wimer (violão americano), Saly Nisguritz (bateria e vibrafone), Nélida Gianneo (harpa), Ricardo Ruiz, Roberto Díaz e Roberto Ray (cantores).

Em 1939 pela Rádio El Mundo, atua apenas como diretor: Luis Petrucelli, Pascual Storti, Ulderico Panella (bandônions), Víctor Felice, José Lorito, Pedro Desrets e Mario Perini (violinos), Demetrio Riseti, luego, Do Reis (viola), De Luca (bateria e vibrafone), Nélida Gianneo (harpa), Lalo Scalise (piano), Hugo Ricardo Baralis, depois Tito Colom (mudou seu nome para Ray Nolan quando se dedicou ao jazz), Ricardo Ruiz, Carlos Mayel e para gravar uma música Carlos Roldán (cantores).



Entre 1941-1945: em 1941 faleceu Luis Petrucelli e Héctor Artola ocupou seu lugar e Federico Scorticati o de Ulderico Panella. Um conflito e nova orquestra: Ángel Ramos, Félix Lipesker e Anselmo Esmella (bandônions), Elvino Vardaro, Simón Blech, Antonio Casanova e Augusto Frediers (violinos), Emilio Barbato (piano), Nerón Ferrazzano (violoncelo), Raúl Muñoz (contrabaixo), De Luca (vibrafone), Nélida Gianneo (harpa), Oscar Serpa (cantor).

Em 1946: Ángel Ramos, Julio Ahumada e Hamlet Calise (bandônions), Domingo Varela Conte, Antonio Casanova, José Amatriain e Oberti (violinos), Emilio Barbato (piano), Nerón Ferrazzano (violoncelo), Raúl Muñoz (contrabaixo), Nélida Gianneo (harpa), Oscar Serpa (cantor).

Em 1948 ingressa Osvaldo Cordó e regressa Roberto Ray (cantores). No ano anterior Ángel Ramos tinha se afastado e se incorporou Mariano Rodas (bandônio). Também abandona a orquestra Emilio Barbato e é substituído por Lalo Scalise. Esse ano Fresedo compra o Cabaré Rendez Vouz, na Rua Maipú 854.

Em 1950, Roberto Pansera, com apenas 18 anos, ocupa o primeiro bandônio passando a ser responsável, também, da maioria dos arranjos. A formação: Pansera, Américo Caggiano (substituído depois por Roberto Pérez Prechi) e Mariano Rodas (também esteve Oscar Baglione) (bandônions), Domingo Varela Conte, Pedro Lopérfido, José Amatriain e Antonio Casanova, também, Ángel Bodas (violinos), Lalo Scalise (piano), Enrique Bourguet (violoncelo) e Raúl Muñoz (contrabaixo), Nélida Gianneo (harpa).

Em 1951-1952 se incorporam os cantores Armando Garrido, depois Héctor Pacheco, e Carlos Barrios. Pansera continuou com seu bandônio até 1954, porém sem abandonar sua função de arranjador, agora com a colaboração de Roberto Pérez Prechi. No piano aparece José Márquez.

Em 1955, R. Pérez Prechi, Pedro Vidaurre e José Appendino (bandônions), Domingo Varela Conte, Pedro Lopérfido, Juan Scaffino, Manolo Baya Gómez —mais tarde Claudio González no lugar de Varela Conte— (violinos), José Márquez (piano), Jorge Eduardo González (viola), Ignacio Fuster e depois Flavio Russo, José Bragato e Ricardo Francia (violoncelo), Rufino Arriola e depois Raúl Muñoz (contrabaixo), Fortunato Pugliano (bateria e vibrafone), Héctor Pacheco e Carlos Barrios (cantores).



Em 1958-1961 ingressou o cantor Héctor De Rosas e se afasta Pacheco. A seguir, em 1959, os cantores são Hugo Marcel e Blanca Mooney. Para algumas gravações voltam Carlos Barrios, Ricardo Ruiz, Oscar Luna, Roberto Bayot e o melódico Roberto Yanés. Nesse lapso a orquestra não permanece estável. Continuam Roberto Pérez Prechi, José Appendino e Pedro Vidaurre (bandônions), este último deixa o bandônio e toma o violoncelo para incorporar-se, em seguida, à orquestra de Osvaldo Pugliese. Manolo Baya, Elvino Vardaro, Juan Scaffino, Pedro Lopérfido, José Nieso e Enrique Francini, estes dois últimos apenas para as gravações (violinos). A partir de 1960, José Márquez alterna no piano com Roberto Cicaré, Enrique Bourguet (violoncelo), Domingo Donnaruma (contrabaixo), José Pugliano (bateria e vibrafone).

Em 1966 ingressa seu último cantor, Osvaldo Arana, que não gravou, porém mais tarde registrou quatro músicas em forma particular, com a autorização de Fresedo, sobre as pistas que foram gravadas para Oscar Luna e Roberto Yanés.

Sua última atuação foi num baile que aconteceu na Sociedad Rural Argentina, em dezembro de 1969, com Roberto Cicaré (piano), Roberto Pérez Prechi, Pedro Vidaurre e José Appendino (bandônions), Manuel Baya, Pedro Lopérfido, Bautista Huerta e José Nieso (violinos), Jorge Eduardo González (viola), Enrique Bourguet (violoncelo), Juan Carlos Moyano (bateria), Raúl Muñoz (contrabaixo), Osvaldo Arana (cantor).

Em 1970 depois de um problema físico, Fresedo permaneceu dez anos afastado da atividade. Em 1979, aceita voltar para gravar um disco. Os músicos: Roberto Pérez Prechi, Marcos Madrigal, Ernesto Baffa e Osvaldo Montes (bandônions), Antonio Agri, Hugo Baralis, Aquiles Aguilar, M. Baya Gómez, Mauricio Marcelli, Emilio González, Pedro Lopérfido, Simón Broitman, José Votti e Carlos Arnaiz (violinos), Roberto Cicaré (piano), Enri Balestro e Rodolfo Fernández (violas), Alfredo López Echeverría e Daniel Pucci (violoncelos), Raúl Muñoz (contrabaixo), Carlos Nicolini (baixo elétrico), Mateo Juan Giarruzzo (vibrafone), José Corriale (percussão), Roberto Pansera (arranjos).

Existiu outro disco para o selo Columbia, porém Fresedo já não podia realizar nada. Foi sem ele, sob a direção e arranjos de Pansera. Os cantores foram Argentino Ledesma e Hugo García, mas não deve ser contabilizado em sua discografia. É interessante destacar o belo arranjo de Pansera do tango de Eduardo Arolas “El Marne”.