Por
Néstor Pinsón

Orquestra Típica Alfredo Gobbi

m 1933 faz sua primeira experiência como diretor no Café Buen Orden, na atual esquina de Bernardo de Irigoyen e Brasil. O acompanhavam: Aníbal Troilo, Alfredo Attadía (bandônios), José Goñi, Alfredo Gobbi (violinos), Orlando Goñi (piano) e Agustín Furchi (contrabaixo). Com um estilo musical ligado ao de Julio De Caro não conseguiu ter sucesso com o público. Tentou duas mudanças: Osvaldo Pugliese por Orlando Goñi (piano) e Alfredo Calabró por Attadía (bandônio). Perdurou pouco tempo. LS2 Rádio Prieto, localizada em Bolívar 1356, contrata o duo Pugliese-Gobbi. Tampouco tiveram sorte.

Gobbi integro-se à orquestra de Alberto Pugliese, a seguir partiu a Mar del Plata para tocar no conjunto local de Luis Savastano. Mais tarde, ingressou na orquestra de Pedro Laurenz, como violinista líder, para tocar no antigo local de Los 36 Billares, frente ao Teatro Nacional. Continuou com Joaquín Do Reyes e, a seguir, viajou a Montevidéu para incorporar-se à orquestra de Pintín Castellanos. De regresso, tocou no conjunto de Armando Baliotti e, também, no de Nicolás Vaccaro.

Em 1942, formou sua primeira grã orquestra. Estreou no cabaré Sans Souci. Integrantes: Alfredo Gobbi, Bernardo Germino, Antonio Blanco (violinos), Deolindo Cazaux, Edelmiro D'Amario, Mario Demarco e Tito Rodríguez (bandônios), Olivero Pro (piano), Juan José Fantín (contrabaixo), Pablo Lozano e Walter Cabral (cantores).

Desde 1947 até 1958: chegou ao disco para a gravadora Victor e suas últimas gravações foram para a companhia Orfeo (1958). Com diversas mudanças, os músicos mais destacados que fizeram parte da sua orquestra foram: Eduardo Salgado, Ariol Gessaghi, Hugo Baralis, Miguel Silvestri, Osvaldo Monterde (violinos); Mario Demarco, Luis Maggiolo, Osvaldo Piro, Emilio Nurié, Alberto Garralda, Eduardo Rovira (bandônios); Normando Lazara, César Zagnoli, Ernesto Romero, Lalo Benítez, Osvaldo Tarantino (pianos); Osvaldo Monteleone, Alcides Rossi, Ramón Dos Santos, José Díaz, Fernando Romano (contrabaixos). Os vocalistas: Carlos Heredia, Hugo Soler, Héctor Maciel, Ángel Díaz, Héctor Coral, Jorge Maciel, Carlos Almada, Tito Landó, Alfredo Del Río, Mario Beltrán e Carlos Yanel.

Em 1962 aconteceu sua despedida, foi com um quinteto que dirigiu desde o piano, para tocar na Confitería Siglo XX, da Rua Corrientes esquina com Uruguay, no Bar El Olmo (de Pueyrredón e Bartolomé Mitre), integrado por: Norberto Sapia, Emilio Nurié (bandônios), Osvaldo Aulicino (contrabaixo) e Sucaré, de quem não temos outra informação, e pensamos que tocava o violino.



Uma curiosidade final: numa ocasião, quando se apresentava no cabaré Sans Souci, um de seus tangos, “Soy el cantor de la orquesta”, foi cantado por Julio Lucero, primeiro nome artístico do cantor Osvaldo Ribó.

Em geral, era o próprio Alfredo Gobbi quem fazia os arranjos, porém em várias músicas acudiu a Ismael Spitalnik, por exemplo em “El andariego” e “Camandulaje”.