Por
Oscar Zucchi

Orquestra Típica Pedro Laurenz

m 1934 se apresenta no Café Los 36 Billares, naquela época em Corrientes 965. Pedro Laurenz, Armando Blasco e Alejandro Blasco (bandônions), Samy Friedenthal e José Nieso (violinos), Osvaldo Pugliese (piano) e Vicente Sciarretta (contrabaixo).

1935. A orquestra continua a se apresentar no mesmo café e participa também em atuações pela LR5 Rádio Excelsior. Laurenz, Armando e Alejandro Blasco (bandônions), Alfredo Gobbi, Samy Friedenthal e Francisco Orefice (violinos), Armando Federico (piano) e Vicente Sciarretta (contrabaixo). Ao longo desse ano aconteceram duas substituições, Héctor Gentile por Alejandro Blasco (bandônion), Pedro Terrón por Sciarretta (contrabaixo) e seu primeiro vocalista, Rodolfo Martínez, antes no recordado duo Martínez-Ledesma.

1936. Confitería Richmond Suipacha 450, Rádios Excelsior e Stentor. Mauricio Mise substituiu a Gobbi (violín) e Héctor Farrel (vocalista). No fim de ano aconteceu um importante êxodo. O violinista polaco Bernardo Allemany chega ao país em busca de músicos para formar una orquestra e oferecer tangos pela Europa. Vão embora Héctor Gentile, Armando Federico e Pedro Terrón. A nova formação integra-se com: Laurenz, Armando Blasco e Héctor Presas (Cachito) (bandônions), Mauricio Mise, Francisco Oréfice e Samy Friedenthal (violinos), Héctor Grané (piano) e Alberto Celenza (contrabaixo).

1937. Afastam-se Presas e Friedenthal e se integram Miguel Jurado e Rolando Gavioli (bandônions). Também estiveram os violinistas Milo Dojman e Jacobo Dojman (este apenas por algumas atuações).

1938. Afasta-se Héctor Farrel e entra em seu lugar Juan Carlos Casas.

1939. Sai Armando Blasco, substituído por Ángel Domínguez. A orquestra fica conformada por: Laurenz, Miguel Jurado, Rolando Gavioli, Ángel Domínguez (bandônions), Mauricio Mise, Francisco Orefice e Milo Dojman (violinos), Héctor Grané (piano) e Alberto Celenza (contrabaixo).

1940. Apresenta-se em LR3 Rádio Belgrano. Laurenz, Ángel Domínguez, Armando Brunini e Rolando Gavioli (bandônions), Mauricio Mise, Milo Dojman, Francisco Orefice (violinos), Héctor Grané (piano e arranjos), Alberto Celenza (contrabaixo) e Juan Carlos Casas (vocalista).

1941. Entra Martín Podestá (cantor).

1942. Alberto Del Campo ingressa por Juan Carlos Casas. Mais tarde entra Alberto Fuentes que gravou apenas uma canção.



1943. Ingressa o cantor Alberto Podestá, se apresenta em LR3 Rádio Belgrano e no Dancing Ocean da Rua 25 de Mayo 279, com entrada também pela Avenida Leandro Alem 286. Os músicos eram: Laurenz, Armando Brunini, Ángel Domínguez e Rolando Gavioli (bandônions), Mauricio Mise, Milo Dojman, Francisco Orefice e, outra vez, Samy Friedenthal (violinos), Héctor Grané (piano), Alberto Celenza (contrabaixo) e a voz de Alberto Podestá.

1944. Entram Carlos Bermúdez e Jorge Linares (vocalistas). Benito Calvá entra por Rolando Gavioli (bandônion). O resto continua igual.

1945. Alberto Podestá deixa a orquestra. Continuam pela Rádio Belgrano e no Bar Ebro da Avenida Corrientes 1262. Formação: Laurenz, Ricardo Pedevilla, Armando Brunini e Benito Calvá (bandônions), Mauricio Mise, Milo Dojman e Francisco Orefice (violinos), Carlos Parodi (piano), Alberto Celenza (contrabaixo), Bermúdez e Linares (vocalistas). Ingressam Mario Soto (apresentador) e Cayetano Cámara (arranjador).

1946. Afastam-se os cantores Carlos Bermúdez e Jorge Linares e ingressa Héctor Juncal (vocalista).

1947. Se apresentam em Montevidéu: Laurenz, Atilio Cresta, Rodolfo Nerone e Orlando Ponzoni (bandônions), Mauricio Mise, Francisco Orefice, Croti, Samuel Duga (violinos), Héctor Grané (piano), Alberto Celenza (contrabaixo) e Alfredo Del Río e Jorge Durán (vocalistas).

Em Buenos Aires atuaram no Cabaré Marabú e em La Enramada da Avenida Santa Fe 4399. Também colaboraram Abelardo Alfonsín, Guaita, Del Bono.

Em 1950, Jorge Dragone substituiu Héctor Grané, por alguns meses. 1951. A orquestra se apresenta na LR3 Rádio Belgrano.

Em setembro de 1953 encerra as apresentações como orquestra. Uma das suas últimas formações foi: Laurenz, Luis Pereyra e um tal Pato (bandônions), Finito Raúl Domínguez, Samuel Duga, Croti, Viola e Raúl Terré (violinos), Nerón Ferrazzano (violoncelo), Oscar Podestá (piano), Agustín Furchi (contrabaixo) e Alfredo Del Río e Héctor De Rosas (vocalistas).

Outra orquestra, para finalizar, no Cassino de Mar del Plata: Laurenz, Ernesto Baffa, Luis Maggiolo, Luis Pereyra (bandônions), Alfonso Bernava, Zito Klosman, José Votti, David Aszenmil (violinos), Miguel Nijensohn (piano), Antonio Furchi (contrabaixo) e Carlos Rivero (vocalista).

Bastante tempo depois, em 1967, formou um quinteto para fazer gravações de músicas próprias, para a companhia Microfón. Laurenz (bandônion), Eduardo Walczak (violino), Rubén Ruiz (guitarra elétrica), José Colángelo (piano) e aquele que antes foi bandonionista, Luis Pereyra em contrabaixo.

Finalmente, um concerto no Carnegie Hall de Nova Iorque, em 16 de maio de 1970, no qual toca com um quarteto: Pedro Laurenz (bandônion), Osvaldo Potenza (piano), Fernando Suárez Paz (violino) e Julio Rodolfo (contrabaixo e vocalista).

Extractado de su libro El Tango, el bandoneón e sus intérpretes, Tomo 3, segunda parte.

Extraído do livro El tango, el bandoneón y sus intérpretes, Volume 3, segunda parte.