Armando Blasco

Nome verdadeiro: Blasco, Armando
Pseudônimo: El cieguito
Bandoneonista, director y compositor
(30 outubro 1908 - 11 novembro 1991)
Local de nascimento:
Carlos Tejedor (Buenos Aires) Argentina
Por
Luis Adolfo Sierra

esde seus primeiros anos de vida demonstrou uma refinada vocação musical. Começou estudando violino, conseguiu integrar conjuntos instrumentais de câmara graças à sua finíssima intuição, já que sua visão era mínima e não lhe permitia ler o pentagrama.

Minotto Di Cicco que advertiu seu talento lhe fez abandonar o arco pelo fole. Não precisou de muito estudo para conseguir dominá-lo de tal forma que não é exagerado dizer que já era um virtuoso.

Tinha 16 anos quando se incorpora ao conjunto Celenza-Romano, que naquele tempo se apresentava no Café El Parque, frente ao edifício dos tribunais. Alberto Celenza era ainda violinista, depois passou a ser contrabaixista pelo resto de sua carreira, e Antonio Romano era bandonionista.

Mais tarde, o destino o fez atuar no mesmo palco, desta vez com a orquestra de Enrique Pollet, que incluía também a Osvaldo Pugliese (piano), José De Grandis e Fernando Franco (violinos).

Em 1926, foi o único bandonionista do conjunto codirigido por Juan D'Arienzo e Luis Visca, para apresentações no Cinema Hindú da Rua Lavalle, substituindo a Anselmo Aieta.

Mas seu grande momento chegou quando Pedro Maffia afastou-se da orquestra de Julio De Caro, então Pedro Laurenz, que o conhecia bem, o indicou para substituí-lo e ser seu parceiro. Estreou gravando o tango “Recuerdo” e no Cinema Select-Lavalle, da Rua Lavalle quase esquina Suipacha.

Oito anos permaneceu na orquestra de De Caro, fazendo todas as turnês pelo Brasil, França e participando, também, do filme Luces de Buenos Aires, com Carlos Gardel.

Era 1934 e depois dos carnavais que fizeram no Cinema Pueyrredón, do bairro de Flores, surgiram os problemas que devastaram a orquestra. Todos, menos Francisco De Caro, se afastaram e criaram um novo conjunto sob a direção de Pedro Laurenz, que continuou até 1939.

Mais tarde, trabalhou com o pianista José Tinelli e em 1939, na nova orquestra de Armando Baliotti, no Café Pellegrini, dessa rua na esquina com Lavalle. Foram seus colega: Eduardo Del Piano, Alfredo Attadía (bandônios), Alfredo Gobbi, Benjamín Holgado Barrio (violinos), entre outros.

Também fez parte da orquestra de Domingo Federico e inclusive, da agrupação folclórico-tangueira dirigida pelo violonista Mario Pardo.

Pouco depois, estabeleceu-se em Montevidéu, no ano de 1940. Foi convocado para participar das orquestras uruguaias de Juan Cao e Roberto Lurati. Voltou para tocar de novo com Federico e com Juan Polito, para terminar em Montevidéu com Juan Esteban Martínez (Pirincho) e com César Zagnoli.

Formou orquestra própria por una temporada, para se apresentar pela CX16 Rádio Carve. E, como solista, participou com muito sucesso no canal quatro da capital uruguaia.

Compôs vários tangos de estilo romântico, dois deles são “Rama florida” e “Souvenir”.